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"Por saúde, quero dizer a possibilidade de levar uma vida completa, adulta, viva, em que eu esteja em estado de respirar em comunhão com aquilo de que gosto."

(Katherine Mansfield)

 

01. INTRODUÇÃO

 O hálito é o ar expirado dos pulmões tanto pelas fossas nasais como pela boca.

Normalmente o hálito humano é inodoro ou ligeiramente perceptível pelos circundantes. O hálito pode apresentar variações de agradável, um pouco doce, para fortemente acre, desagradável, tudo isso muito subjetivo, já que o conceito de agradável e desagradável varia de acordo com a sensibilidade do observador, sendo impossível dar um denominador comum, compreensível a um terceiro, às diversas sensações olfativas.

É um erro crer que todo hálito desagradável é anormal ou indicativo de alterações orgânicas. Encontramos alterações de hálito em pessoas normais, pela manhã, quando em jejum, ou quando com apetite, isto em decorrência do teor de glicogênio no organismo, tendo o mesmo de utilizar-se, para suas necessidades, das gorduras, as quais dão como resultado, ácidos graxos voláteis e substâncias aromáticas que são eliminadas pelos pulmões.

O hálito pode tornar-se diferente nas mulheres durante o período menstrual, bem como na gravidez e amamentação.

As anormalidades do hálito são denominadas de halitose, hálito fétido, mau-hálito, fedor da boca, etc.





02. PERGUNTAS E RESPOSTAS

 

02.01.Qual é a causa do mau hálito?

A halitose não pode ser explicada por um único mecanismo. Existem casos de origem fisiológica (que requerem apenas orientação), patológica (que requerem tratamento), por razões locais (feridas cirúrgicas, cáries, doenças periodontais e outros) ou ainda por razões sistêmicas (diabetes, distúrbios renais, prisão de ventre e outros). São várias as causas e muitas vezes apresentam vários fatores ao mesmo tempo.





02.02.
Por que o portador da halitose não sente o seu próprio hálito?

Porque o olfato se adapta ao odor, por tolerância. O epitélio olfatório rapidamente se cansa ou fadiga, se acostumando ao odor e falhando na percepção (fadiga olfatória). Em pouco tempo, o paciente com halitose se acostuma ao próprio mau hálito.

02.03. Após tratamento de úlcera e gastrite, por que o paciente continua com mau hálito? 

Problemas gástricos causarão halitose quando houver refluxo. Segundo pesquisa desenvolvida por equipe multidisciplinar de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas e periodontistas da Bélgica, 87% das causas da halitose estão localizadas na região da boca.



 

02.04. Quem são os pacientes com maior tendência a halitose?

Respiradores bucais, pacientes com sangramento gengival (doença periodontal), saburra lingual, alterações sistêmicas (por exemplo, diabetes, doenças hepáticas, etc.), em dieta ou ainda aqueles que apresentam baixo fluxo salivar.



02.05. O que é a saburra lingual?

Helion\CONFIG~1\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg?373" o:title="HALITOSE01">É um material viscoso e esbranquiçado ou amarelado, que HALITOSE01adere ao dorso da língua em maior proporção na região do terço posterior, mas que pode abranger toda a língua. A saburra equivale a uma placa bacteriana lingual, em que os principais organismos presentes são do tipo anaeróbios proteolíticos, os quais produzem componentes de cheiro desagradável no final de seu metabolismo. É uma película composta de células descamadas, bactérias e detritos alimentares que aderem à superfície da língua. Ela é responsável por grande parte das halitoses. O grande desafio é saber por que ela está se formando, pois mesmo realizando limpeza correta da língua, alguns pacientes poderão continuar apresentando formação acentuada.






 

02.06. Se a saburra é formada por microrganismos, o mau hálito é contagioso?

Não. A saburra somente se forma em pessoas com predisposição à sua formação. Por isso, é muito comum observarmos casais em que apenas um dos parceiros apresenta hálito muito desagradável, a ponto de incomodar o outro.


 

02.07. O que predispõe à formação de saburra?

A causa primária da formação de saburra é a leve redução do fluxo salivar, com a presença de uma saliva muito mais rica em mucina ("gosmenta") e que facilita a aderência de microrganismos e de restos epiteliais e alimentares sobre o dorso da língua. É bom que se diga que existem vários graus de redução do fluxo saliva; quando a redução é severa (de 0 a 0,3 ml/minuto, sob estímulo mecânico), já não encontramos saburra, mas sim, outros tipos de desconforto. A medida do fluxo salivar (sialometria) deve ser feita por um profissional habilitado para isso. Também é importante a avaliação das causas da redução do fluxo salivar para que se possa decidir sobre o tratamento. Uma causa bastante comum é o estresse constante.

Mas o fato é que quando há alteração dos padrões salivares como a redução do HALITOSE08fluxo e/ou aumento da viscosidade salivar, observa-se maior predisposição a estagnação de células epiteliais descamadas, bactérias, fungos, leucócitos, mucina salivar e resíduos alimentares. Este material se depositará sobre a mucosa bucal, gengivas, amígdalas e, em maior quantidade, na língua (saburra lingual). Após sua deposição será degradado por bactérias anaeróbicas proteolíticas e o resultado é a elevação da concentração dos compostos sulfurados voláteis e a manifestação de halitose exacerbada.

 

02.08. Já que a gente pode se acostumar com o nosso próprio mau hálito podendo deixar de sentí-lo como saber se sou portador de halitose?

A melhor forma é perguntar a uma pessoa sobre seu convívio e de confiança se o seu hálito está alterado e ou costuma ser forte.

HALITOSE02Caso você identifique o problema ou caso você se sinta constrangido a pedir a alguém que o avalie, pode procurar um dentista para que este possa ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento da halitose. Atualmente, e cada vez mais, existem dentistas interessados no assunto, e muitos deles até já dispõem de um aparelho para medir e avaliar seu potencial de halitose (como, por exemplo, o Halimeter -figura ao lado) e, além disso, tem ‘mini-aparelhos’ para uso pessoal.

Aparelhos como o Halimeter ou similares também são úteis para demonstrar claramente para certos pacientes que eles não possuem nenhum cheiro desagradável na boca, quando este é o caso. Certos pacientes halitofóbicos ficam muito apreensivos, com medo de terem halitose e desconhecerem o fato.

 

Apenas para citar um exemplo de aparelho medidor do mau hálito de uso pessoal, a figura ao lado mostra o Breath Checker.

É um medidor de hálito portátil que te fornecerá como está o seu hálito antes de uma reunião, um evento social, um encontro...

Onde você for ele estará com você. OBS: É um equipamento discreto, do tamanho de um isqueiro e de alta tecnologia (este foi só um exemplo, pois existem aparelhos similares de outras marcas).

 

O portador que é consciente de sua halitose tem um perfil receoso e angustiado. Há pessoas que apenas acreditam possuir halitose. Para ambas as situações é importante o exame e um perfeito diagnóstico.



02.09. A halitose é fruto de má higiene?

A halitose é um sinalizador de que algo no organismo não está bem. Ou seja, nem sempre a halitose ocorre por falta da melhor higiene bucal. Um paciente que mantenha boa higiene oral, mas encontre-se estressado, poderá apresentar um fluxo salivar baixo. Isto compromete a auto-limpeza favorecendo a formação da saburra lingual e possibilitando a manifestação da halitose.

02.10. Como se livrar da saburra e do mau hálito?

 Existem pelo menos três abordagens:

02.10.01. Remoção mecânica da saburra por meio de limpadores linguais. No Brasil, encontramos vários tipos de limpadores linguais muito eficientes. Apenas para citar um exemplo o leitor tem a figura ao lado de um modelo de limpador de língua (modelo em forma de "V"). Nota: para maiores detalhes o leitor deve recorrer à página “higienização” desse site.

02.10.02. Manutenção da superfície lingual o mais oxigenada possível, com o uso de oxidantes. Existem vários oxidantes no mercado que podem ser úteis para esse fim como, por exemplo, a água oxigenada (usada diluída) e o Amosan.

Nota: Amosan é um limpador oral da ferida manufaturado em Bélgica. É distribuído HALITOSE09em forma de pó branco que deve ser dissolvido em água morna para ser usado como enxaguante bucal.  Habitualmente é encontrado no comércio empacotado em envelopes de 1,7 g e vendido em umas caixas de 20 pacotes cada uma. O princípio ativo é o perborato de sódio (NaBO3.H2O). Contém ainda sacarina e edulcarante para um bom sabor. Deve ser usado até quatro vezes ao dia: após refeições e antes de dormir; ou como indicado por um dentista ou médico.

02.10.03. . Identificação da causa da redução do fluxo salivar para que se possa estabelecer o tratamento adequado. As duas primeiras abordagens garantem um hálito agradável; porém, exigem a manutenção desses cuidados. A terceira abordagem, uma vez realizada com sucesso, garante resultados mais duradouros, sem a necessidade de manutenção do uso de produtos para o controle de saburra, porque esse procedimento corresponde à eliminação da causa primária.


02.11. E se o problema não se localizar na boca?

Se a causa identificada for outra que não a odontológica, o especialista encaminhará o paciente a um médico pertinente. É de fundamental importância essa integração entre as áreas médicas, paramédicas e odontológicas. Grande parte do insucesso nos tratamentos ocorre justamente pelo não conhecimento abrangente dos fatores causais da halitose.


 

02.12. Qual é a importância de curar a halitose?


São diversos os motivos. Além da questão da saúde
geral do paciente - saúde sistêmica e local - há de se observar a questão social. O indivíduo portador da halitose sofre discriminação em seu grupo social. Ele é vítima freqüente de distanciamento em sua relação afetiva. A halitose agride as pessoas que convivem com o portador privando-o de uma vida melhor.


 

02.13. Todas as pessoas têm mau hálito?

Se considerássemos o hálito desagradável ao acordar, praticamente 100% da população seria portadora de halitose. Por isso, o hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele acontece devido à leve hipoglicemia, à redução do fluxo salivar para virtualmente zero durante o sono e ao aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Quando esses microrganismos atuam sobre restos epiteliais descamados da mucosa bucal e sobre proteínas da própria saliva, geram componentes de cheiro desagradável (metilmercaptana, dimetilsulfeto e principalmente sulfidreto, que tem cheiro de ovo podre). São os compostos sulfurados voláteis, conhecidos abreviadamente por CSV. Após a higiene dos dentes (com fio dental e escova), da língua (com limpador lingual) e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.

02.14. Como posso melhorar meu mau hálito que acontece só de vez em quando?

Quando o mau hálito não é crônico, mas apenas esporádico, devemos observar uma higiene bucal e lingual adequadas, estimular a salivação de maneira fisiológica (isto é, sem o uso de medicamentos) com balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal, etc.. Devemos ainda cuidar da alimentação (evitar o excesso de proteína, gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado) e manter uma freqüência de ingestão de água e de alimento que contenha algum carboidrato a cada 3 ou 4 horas.


02.15. Então, o uso de gomas de mascar melhora o hálito?

Sim. Em primeiro lugar, age como um mascarado do hálito e, em segundo, o que é mais importante, aumenta a salivação.


02.21. Tenho gastrite. Acho que é por isso que tenho mau hálito. O mau hálito pode vir do estômago?

Sim, mas é raro. É muito comum os pacientes pensarem dessa forma precipitada. Também é muito comum pacientes com gastrite terem mau hálito. Vamos explicar melhor esse mecanismo: à medida que a saburra se forma, ela passa a ser um meio propício também à instalação e à proliferação de microrganismos patogênicos cuja porta de entrada é a boca. São exemplos os microrganismos causadores de doenças pulmonares, gastrintestinais e até mesmo de amigdalites e de doenças periodontais. No caso da relação halitose versus gastrite, a redução do fluxo salivar propicia a formação de saburra, a qual permite que, por exemplo, o Helicobacterpilor se instale no dorso lingual, prolifere e aumente em número, podendo chegar ao estômago e desencadear a gastrite. Na verdade, a manutenção do fluxo salivar em condições normais não evita apenas a formação de saburra e mau hálito, mas também previne a possibilidade de o paciente se tomar predisposto à gastrite, pneumonia, amigdalite, periodontite etc.

HALITOSE11Nota: Helicobacter pylori é uma espécie de bactérias que infecta a mucosa do estômago humano. Muitas úlceras pépticas, alguns tipos de gastrite e de cancro do estômago são causados pela infecção por H. pylori, apesar de a maioria dos humanos infectados nunca chegar a manifestar qualquer tipo de sintomatologia e/ou complicação relacionada com a bactéria.


 

02.22. Já consultei vários profissionais sem ter a solução para o meu problema. Será que a minha halitose tem cura?

Claro que tem cura. às vezes, atingir a cura demanda um pouco mais de tempo, mas sempre existe a possibilidade de controle. A maior parte das pessoas crê que qualquer dentista está amplamente informada respeito de mau hálito, o que nem sempre é verdade. O mesmo pode-se dizer em relação aos médicos. O atendimento nessa área é diferente do atendimento odontológico de rotina. Atualmente, muitos estão bastante interessados e estão investindo em conhecimentos sobre o assunto. Assim, se o seu dentista não se achar em condições de lhe oferecer um excelente atendimento, com certeza saberá encaminhá-lo para um colega que tenha feito esse tipo de treinamento.


03.             Uma pequena história.

A halitose  existe na população desde o princípio da humanidade. Tanto em referências históricas, como na literatura (tanto em comédias com em tragédias) existe a menção de personagens que apresentam terrível hálito. 1) Titus Marcius Plautus (254 - 184 a.C.), dramaturgo romano, classificou o “mau cheiro da boca” como uma das muitas causas da infidelidade conjugal e deixou escrito: “O hálito de minha esposa tem um cheiro horrível, melhor seria beijar um sapo”. 2) O autor Russo P. Süskind (1855) em seu ensaio “O Perfume” : "...E vai o aroma do hálito diretamente para o coração..."  3) Jó (19.17) “... O meu hálito é intolerável à minha mulher,...” 4) Plutarco (6 – 120 d.C.) em “Escrevendo sobre Moralidade”, diz que o tirano Heron de Siracusa, após ter sido informado pelo médico sobre seu hálito, repreendeu sua esposa dizendo: “Por que não me advertiste que meu hálito te fere a cada vez que te beijo?” Ao que ela respondeu: “Sempre pensei que o hálito de todos os homens tivesse esse terrível odor!”.


04.             IMPORTÂNCIA SOCIAL

O temor de ofender os outros com seu mau hálito é uma poderosa força motivadora para o dentista ser procurado. No mundo atual, entre os motivos que levam o indivíduo a procurar um tratamento dentário, somente superam a halitose as preocupações cosméticas e o medo da dor.

De fato. A halitose, como obstáculo ou como fator de incompatibilidade nas relações sociais, tem sido objeto de investigação de diversos observadores. Como é sabido, o mau cheiro da boca representa uma das causas dominantes no fracasso do convívio social, acarretando situações desfavoráveis às relações pessoais. Como disse um pesquisador (A. Ribeiro), “o mau hálito constitui um insidioso meio depressivo e depreciativo do indivíduo, uma vez que este só se certificará da verdade, em condições especiais, acrescendo ainda, em grande número de casos, a dificuldade de se encontrar, nas fontes intra e extra-orais, a razão de ser da halitose”.

Outro autor, Howe, descreveu tão detalhadamente o drama da halitose que transcreveremos, na íntegra, as suas palavras: “Sua importância deriva do fato de ser a halitose uma fonte constante de martírio, para todos aqueles que, por força das circunstâncias, são obrigados a conviver com os infelizes e desafortunados pacientes. Nas suas piores formas, ele destrói o convívio com os amigos e os prazeres sociais. Até a harmonia familiar é invadida por uma sensação de repugnância que o melhor de nós pode controlar dificilmente. Contudo, as pessoas afligidas sabem a causa do seu isolamento ou reconhecem a barreira que eficazmente evita a sua aproximação”.



É importante, particularmente, que os dentistas cuidem para que não tenham mau hálito, desde que a natureza de sua profissão req uer que trabalhem próximo ao paciente, por tempo mais ou menos prolongado.

A importância desse incômodo de saúde decorre de três aspectos através dos quais a halitose pode se apresentar:

1.     O paciente tem mau hálito e desconhece esse fato.

2.     O paciente tem mau hálito e sabe disso.

3.     O paciente não tem mau hálito, mas acredita tê-lo.

Em face ao conhecimento do desagrado causado pelo mau hálito, passaremos a apreciar cada uma das possibilidades esquematizadas acima.

 

1. O paciente tem mau hálito e desconhece esse fato.

Esta é a mais séria das três modalidades: é a que mais interfere nas relações HALITOSE13sociais. Ela deriva do fenômeno fisiológico da adaptação. A adaptação se dá de tal forma que, muitas vezes, o paciente perde totalmente a consciência do seu hálito, por mais fétido que seja. A verdade é que ninguém sente o cheiro ao qual está acostumado e, por conseqüência, desde que alguém esteja acostumado com o seu próprio hálito, ele o considera sem odor, embora seu hálito seja carregado de uma dúzia de cheiros diferentes. Com as melhores intenções do mundo, nós, raramente, segredamos uma palavra a quem, quer que seja sobre seu hálito ou lhe sugerimos uma medida de alívio. Esta falsa bondade, essa fraqueza desmoralizadora é universal.


Mas... como alertar alguém sobre seu mal hálito?

O mau hálito é um problema para muitas pessoas. Entretanto não se deve encará-lo como uma questão única e indissolúvel deixando que interfira nas outras áreas da sua vida ou da vida de alguém que você conhece que tem halitose; entre elas a social, emocional e a profissional. Não é só você ou esta pessoa que passa por isso. Pesquisas mostram que cerca de 30% da população brasileira possui halitose. Embora esta porcentagem seja alta, muitas pessoas ficam constrangidas de falar abertamente sobre este assunto.

Chame particularmente a pessoa que costuma ter o hálito alterado e explique que o HALITOSE14estresse diário, a correria na hora das refeições, a má escolha da alimentação, o descuido na ingestão de líquidos ao longo do dia são alguns hábitos da vida moderna que contribuem no aumento da incidência da halitose. Comente que alguns medicamentos podem causar inibição da produção salivar e interferir no hálito e que a alteração dos padrões salivares é uma grande responsável por este problema. Por isso, nem sempre escovar bem os dentes e fazer bochechos com anti-sépticos eliminam o mau hálito. Além disso, a halitose pode estar indicando um problema de saúde que deve ser diagnosticado e tratado.

É muito importante diagnosticar a alteração do hálito, pois o portador normalmente não se dá conta que o problema existe, pois o olfato se acostuma e, portanto, fica difícil perceber a diferença do odor exalado.

Apesar dos tabus relacionados ao assunto, novos tratamentos têm sido executados com sucesso solucionando tantos constrangimentos no convívio social. Mau hálito tem cura sim! Alertar a pessoa que tem o hálito alterado com freqüência e que convive com você é uma atitude de amizade e que deve ser sempre estimulada. Certamente o portador da halitose terá a oportunidade de resolver um problema muito comum, que não é doença e nem sinônimo de falta de higiene. A halitose pode estar sinalizando alguma alteração na saúde além de estar afetando a vida social do portador consciente ou não do problema.

Contudo, o portador deve procurar profissionais capacitados e experientes para o desenvolvimento da terapêutica adequada a partir da realização de uma abordagem ampla e multidisciplinar da halitose.

Avise à pessoa que está com hálito alterado, pois alertar quem tem halitose é uma atitude de amor ao próximo!



 

2. O paciente tem mau hálito e sabe disso.

As pessoas, sabedoras que são portadoras de mau hálito, esquivam-se dos HALITOSE15contatos sociais, tornando-se arredias e até mesmo misantropas. Quando são forçadas a falar com alguém, fazem-no coagidas, evitando aproximar-se demais ou vedando a boca com a mão e desviando o rosto.

É muito conhecido, nos lugares do interior, o uso que fazem de substâncias odoríficas, no propósito de atenuar ou mascarar o mau hálito, nas reuniões e festas.

A halitose é um problema que, em grande porcentagem dos casos, pode ser contornado ou afastado como impediente das relações sociais.

Dois casos podem ocorrer: 1) a causa é removível2) a causa não é removível ou não é fácil a remoção.


 1) a causa é removível. 

A quase totalidade das halitoses, cujo foco de emanação se encontra na boca, pertence a esse grupo, às quais também se filiam as de origem nasal ou faringeana. Também são de fácil remoção aquelas causadas por certos alimentos. Outras, se bem que removíveis, tem cura difícil e, em alguns casos, face às condições do paciente, podem ser consideradas irremovíveis. Assim podemos pensar em halitoses provenientes de doenças graves, como a halitose da gangrena pulmonar, do diabete, da leucemia, de estados constitucionais, etc..


2) a causa não é removível ou não é fácil a remoção.

As halitoses provenientes do metabolismo celular nas uremias e no diabete, são de difícil tratamento por requererem a cura dessas afecções. Da mesma forma é difícil a remoção da halitose proveniente da gangrena do pulmão uma vez que só regridem após a cura do processo gangrenoso. Também são pertinentes aquelas que se encontram na origem das alterações cíclicas da mulher. Em todos esses casos o paciente desespera-se por não conseguir se livrar do incômodo que o mau hálito lhe causa e causa aos outros. Contudo, apesar das dificuldades ou da impossibilidade do combate às causas, é possível abrandar o mau hálito por meio de tratamentos neutralizadores ou mascaradores.

3.     O paciente não tem mau hálito, mas acredita tê-lo.

Essa modalidade, chamada de ‘halitose psicogênica’, é bastante freqüente. Deixaremos de lado aqueles casos em que o indivíduo suspeita exalar mau cheiro da boca e que diante do pronunciamento do consulente, negando o fato, o aceita com satisfação.

Há, porém, há pacientes que não aceitam qualquer argumento que negue a halitose do qual pressupõe serem acometidos. O temor dessa halitose faz o indivíduo amedrontar-se para falar com as demais e interfere no seu aproveitamento em qualquer atividade social ou profissional. Alguns pacientes neuróticos reclamam de mau hálito, não sendo, no entanto, percebido neles qualquer mau cheiro. às vezes um sintoma dessa natureza pode constituir-se no primeiro indício de uma psicose séria. Um eminente autor, Henry L. Bockens, relata o seguinte caso: “Um estenógrafo de trinta anos apresentava realmente uma acloridria e, possivelmente, uma gastrite crônica, como sintomas discretos de irritabilidade cólica, tendo sido, de início, que o mau hálito fosse devido aos distúrbios. Entretanto, nenhum médico, parentes ou amigos podiam perceber o cheiro desagradável do hálito. Esta obsessão foi mais tarde seguida de idéias de perseguição, sendo agora suspeitada pelo psiquiatra uma psicose esquizofrênica”.


05.             CAUSAS DA HALITOSE

A pesquisa das causas de halitose deve ser norma que possibilite ao profissional conclusões simples e que permitam o seu tratamento.

Inicialmente deve-se investigar a procedência: boca, fossas nasais e seios paranasais, faringe, vias respiratórias ou se tem origem em processos metabólicos ou sistêmicos, e nesta última hipótese, se a causa é endógena ou exógena.

O problema é essencialmente etiológico, e somente com observação cuidadosa e conhecimento científico aliado a um bom senso é que evitaremos que o paciente perambule de consultório em consultório, procurando alívio para o mal que o deprime e isola.

05.01. Causas bucais

São as mais evidentes e não trazem problemas de diagnóstico, a não ser a língua saburrosa, alteração na composição da saliva e a retenção de sangue nos interstícios dentários que merecem consideração especial, por serem fontes, muito representativas de halitose e geralmente não consideradas.

Assim temos os processos cariosos e todas suas seqüelas; os biofilmes, as peças protéticas porosas devido reterem resíduos alimentares, das quais as periodontoses, por exemplo, têm cheiro acre característico; as gengivites e estomatites; as úlceras, as feridas cirúrgicas devido à putrefação da camada superficial do coágulo, as alveolites e as pericoronarites

05.01.01. Língua saburrosa

Constitui-se na maior causa bucal de halitose, e que não recebe dos dentistas a atenção merecida, porque a maioria, ainda, hoje em dia, preocupa-se apenas com dentes e, às vezes, gengiva, ignorando que toda a boca é de sua responsabilidade profissional.

HALITOSE18A língua saburrosa, como vimos mais acima, caracteriza-se pelo depósito, entre as papilas filiformes, de células epiteliais descamadas, leucócitos, microorganismos (fungos e bactérias) e resíduos alimentares, dando à língua uma coloração esbranquiçada.

Essa saburra pode aparecer mesmo em indivíduos considerados normais postos em jejum prolongado ou em alimentação exclusivamente líquida ou pastosa. Nestes casos, ela desaparece com a volta à alimentação sólida que funciona como uma escova proporcionando limpeza mecânica (na página higienização o leitor encontrará detalhes dessas escovas e da técnica de escovação da língua).

O maior responsável pelo aparecimento da saburra é o chamado antiperistaltismo esofagiano.

Os movimentos peristálticos são determinados tipos de movimentos musculares caracterizados por contrações rítmicas localizados na capa muscular do esôfago proximal que se continua em forma de onda. O movimento tem direção caudal. Não se encontrou nenhuma razão satisfatória, ainda que muito se tenha escrito que explicasse porque a onda peristáltica tem direção buço-anal (a natureza é sábia). Também não se definiu a razão de ocorrer, comumente no ser humano, o aparecimento de ondas de pequena amplitude, originadas na cárdia e que percorrem o pescoço em sentido inverso até a língua. – não é o peristaltismo inverso que se verifica quando existe obstrução intestinal.

Estas ondas que ocorrem, frequentemente, em pacientes com alterações psicológicas, como nos agitados e angustiados ou com problemas ambientais ou fisiológicos, são as causadoras pela volta para a boca de resíduos alimentares, células descamadas e microorganismos, que não se depositam sobre a língua e, devido à mucina, aderem firmemente a ela, formando a língua saburrosa. Assim, a fermentação, decomposição e putrefação dos restos alimentares pelos microorganismo constituem um foco de mau hálito responsável pela halitose.

05. 01.02. Saliva

A saliva pode ter sua composição modificada face a diversas alterações da higidez orgânica, ou quando o paciente é submetido a variações muito sensíveis em sua dieta, já que a saliva é uma verdadeira via de eliminação para os tóxicos e produtos resultantes de metabolismo anormal.

Sabemos, hoje em dia, ser grande o número de pacientes, preferencialmente do sexo feminino, que se submetem a regime alimentar para emagrecimento, e que, aliado ao medicamento anorexígeno usado, produzem alteração na composição da saliva, bem como em sua quantidade, podendo se constituir em mais uma causa de halitose.

05.01.03. Retenção de sangue nos interstícios dentários

HALITOSE19A escovação intempestiva dos dentes, mesmo em pessoas com gengiva normal, pode provocar sangramento. Este sangue, coagulado, iria agir como no caso dos coágulos das extrações atacadas pelas bactérias; isto parece ser o responsável pela halitose em certas pessoas que ao levantar, apresentam seu hálito muito fétido. Nos casos de pacientes com periodontopatias a halitose é evidente e constante.

 

05.02.  Causas não bucais

Abaixo vamos relacionar as mais importantes para que não haja confusão no diagnóstico.

 

05.02.01.         Vias respiratórias

Todas as lesões com necrose de tecidos, supurações ou que determinem estase de secreções ou de substâncias alimentares poderão ser causadoras de mau-hálito. Assim é que na rinofaringe temos: rinites hipertróficas, pólipos, adenóides crônicas, corpos estranhos, infecções diversas, atresias, ozena, sinusites etc. Bucofaringe: amidalites, infecções específicas, carcinomas, etc. Hipofaringe: abscesso retrofaríngeo, infecções específicas, carcinomas, etc. Vias respiratórias inferiores: laringites, bronquites, empiemas pleurais, bronquiectasias, abscesso do pulmão, câncer, etc.


05.02.02.         Trato digestivo

É de grande importância no estudo da halitose, pois através dele progridem os alimentos levando substâncias odoríferas ou formando outras por desdobramento ou ainda por devido a alterações orgânicas ou funcionais que aí podem se localizar.

Os alimentos absorvidos podem conter substâncias odoríferas que swe eliminam com as mesmas características com que foram incorporadas na alimentação (álcool, alila, etc.).

Outras são modificadas no estômago e intestino pelos sucos digestivos e, depois, eliminados no estado em que foram absorvidas (prata, chumbo, etc.) e substâncias que, sendo ou não absorvidas tais quais são ingeridas, sofrem, depois no sangue, transformações diversas, antes da eliminação.

Ente os alimentos que podem ser causadores de halitose, temos: alho, cebola, azeitona, ovos, gorduras, algumas frutas, condimentos, etc., que em alguns indivíduos não são neutralizados no fígado.

Entre as alterações orgânicas a mais importante é a inflamação crônica do intestino (colite, enterite, etc.).

Das alterações funcionais, temos as dispepsias (odor do ácido sulfídrico, característico), obstrução intestinal (cheiro fecalóide), hipocolias hepáticas, eruptações gástricas e a constipação intestinal. Essa constipação intestinal, popularmente chamada de “prisão de ventre”, é uma causa que nunca pode ser deixada de lado em caso de halitose. É devido a absorção de substâncias odoríficas contidas no bolo fecal; devido à permanência do mesmo no intestino, por maior tempo que o devido, e que são eliminados pelos pulmões.


05.02.03  Pele ou mucosas

A pele e as mucosas podem funcionar como absorventes de substâncias com as quais entram em contato ou podem, ainda, devido a doenças nela localizadas, motivar a introdução, na corrente sanguínea, de substâncias que podem causar alterações no hálito. No primeiro caso, trata-se de substâncias exógenas e, no segundo, endógenas.

As principais substâncias exógenas são: ungüento de silicato, injeções de ésteres aromáticos, etc. Nas endógenas, podemos relacionar todas as lesões cutâneas e mucosas que apresentam uma fetidez acentuada e cujos produtos fétidos são absorvidos pela corrente sanguínea e posteriormente pelos pulmões.

Abusos de cremes e loções desodorantes, nas axilas e nos pés, podem ser causa de mau hálito. O fato é que esses desodorantes são na maioria antiperspirantes, isto é, não deixam esses locais transpirarem, eliminado substâncias inservíveis ao organismo. Com isso essas substância, na maioria corpos odoríficos, são absorvidos pelo sangue e eliminados por outras vias, inclusive os pulmões.  

05.02.04.         Metabólicas e sistêmicas

As substâncias que produzem mau hálito por processos metabólicos são numerosas. No diabete, o hálito tem odor particular de maçã madura, quando há acetonúria. Na uremia, qualquer que seja a causa, o hálito adquire um odor amoniacal urinoso, igualmente característico. Nas enfermidades febris, o mau hálito se deve em parte à saburra lingual, mas também existe a eliminação respiratória de osmóforos (núcleos químicos responsáveis pelo cheiro).

Nos estados fisiológicos, o mais conhecido é o da menstruação, durante o qual certas mulheres tem hálito particular.

Há quem explique de outra maneira essa classe de mau hálito. Trata-se de mulheres com labilidade neurovegetativa, nas quais a modificação vascular e neurogênica do estro ocasiona uma disquinesia intestinal que favorece a absorção de elementos osmóforos do intestino, pelo qual resultaria uma modalidade, igualmente fisiológica e temporária, de halitose.


 

05.02.05   Psicogênicas

Tanto o que traduz grave depressão psíquica pode dar amargor na boca e alteração do hálito. O sintoma não é mais que a expressão de uma situação psicológica. Em certas ocasiões, a sensação de amargor e alteração do hálito, constantes na boca, pode ser um sintoma mais ostensivo deu ma depressão que, se procurada com cuidado, na anamnese do enfermo, aparece com clareza.

Geralmente, quando esses doentes comparecem à consulta, insistem em atribuir o seu mal a distúrbios estomacais ou outros males do epigástrico. Comumente, esses doentes já fazem idéias fixas sob re males gerais, não identificados pelos médicos aos quais tem consultado isso porque sua halitose continua sem melhora.

A mucosa seca quase sempre é de etiologia psíquica.

 

06.             Tratamento

O tratamento da halitose é conseguido mediante o afastamento de suas causas. Daí não existir tratamento único capaz de resolver todos os casos. O mesmo será orientado, em casa caso concreto, de acordo com as indicações terapêuticas da afecção ou do distúrbio motivador da halitose.

Podemos dividir o tratamento em: curativo, profilático, mascarador e psíquico.

 

06.01. Tratamento curativo

Como dissemos acima, o afastame4nto da halitose dar-se-á pela cura da afecção que determina a produção de gases voláteis de mau cheiro. Não discutiremos aqui, a terapêutica de cada doença, referindo, apenas, que, sendo a halitose um efeito, comente desaparecerá depois de removida a causa.

Contudo, em certas oportunidades, a causa pode ser removida prontamente ou é irremovível e, nestes casos, lançamos mão de outros meios de combate da halitose.

Nas afecções da boca, o cirurgião-dentista  agirá, em cada caso, conforme a terapêutica indicada, seja seguindo orientação conservadora, seja radical.

Quando o odor é absorvido, levado ao sangue e emanado pelos pulmões, é, às vezes, sumamente difícil determinar sua origem. Suspeitando-se de uma condição patológica sistêmica, o paciente deverá ser encaminhado a um médico para uma intervenção desse aspecto. Suspeitando de uma causa dupla (local e sistêmica), o dentista e o médico devem cooperar para determinar a causa e eliminá-la.

Quando a causa for a língua saburrosa já vimos o que fazer (item 02.10 acima).

06.02. Tratamento profilático

Ao cirurgião-dentista cabe o tratamento profilático bucal e orientação geral.

Como medidas profiláticas, o dentista removerá indutos de qualquer ordem, extrairá raízes residuais, restaurará dentes e evitará todo e qualquer reduto onde possam reter substâncias putrescíveis, bem como deverá ensinar como proceder na higienização bucal (veja a pagina higienização).

Os pacientes deverão dar preferência a uma boa escovação de dentes do que aos colutórios aromáticos, cujo valor terapêutico é pequeno, a despeito da propaganda de interesse comercial.

O peróxido de hidrogênio diluído em água, devido à sua ação efervescente, é o mais eficaz colutório na remoção de dentritos alimentares da língua e, pelas suas propriedades oxidantes, é um antisséptico eficiente.

A remoção de indutos moles de mucina pode ser feita pela escovação auxiliada por uma solução de bicarbonato de sódio.

Também devem ser indicados alimentos detergentes, entre os quais a maçã, laranja, etc., que “varrem” a parte posterior da língua esôfago, evitando com isso o retorno de restos alimentares.

Deve haver restrição de alimentos como ovos, sardinhas, azeite de oliva, azeitonas, tipos de queijos, salames, condimentos, alho, cebola, etc., que serão reabsorvidos ao nível do intestino e que poderão dar alterações no hálito de pessoas susceptíveis.

 

06.03.  Tratamento mascarador

A incômoda fetidez do hálito, como vimos, induz o indivíduo acometido deste mal a lançar mão de diversos artifícios para mascarar o mau cheiro que exalam.

O uso deste “mascaradores” tem sempre o mesmo objetivo, isto é, o de poder o indivíduo manter relações sociais, sem desagradar às pessoas com as quais se põem em contato. O que sucede, em última análise, não é o anulamento do mau cheiro de que o indivíduo é portador. A este cheiro se sobrepõe outro mais forte e agradável, mascarando o odor original, Essa preocupação torna-se, em alguns indivíduos, uma prática diária e continuada, passando, com o tempo, a verdadeiro vício.





As drogas farmacológicas e as de uso caseiro são inúmeras e de larga aplicação. Desde os compêndios de terapêutica mais antigos até os atuais, as fórmulas de desodorantes são encontradas e, quase sempre, com os mesmos medicamentos.

No comércio das drogas, são quase sem conta os preparados destinados ao combate do mau hálito, porém, na maioria das vezes, trata-se de apenas mascaradores, salvo aqueles que se destinam a lavagens e bochechos e que agem sobre detritos alimentares em decomposição, indutos moles ou qualquer outra substância odorífica que, por ventura, existe na boca.

Além destes, são comuns os bombons aromáticos, de hortelã, de anis, de eucalipto, pastilhas mentoladas, alcaçuz, cravos da Índia, canela e muitos outros. Casos há em que, no desespero de anular o mau hálito, algumas pessoas chegam até a bochechar ‘perfumes’, sendo estes artifícios de efeito passageiro e mesmo irritantes para a mucosa bucal, piorando a situação.

 

06.04  Tratamento psíquico

Quando, pelos processos semiológicos, chegamos a conclusão de que o mau hálito alegado pelo paciente é imaginário, persistindo o mesmo a afirmar tal incômodo, devemos pensar em caso de “halitose psicogênica”. Diante de quadro semelhante a este, nada podemos fazer, a não ser encaminhá-lo, habilmente, a um especialista.

 

 

 

 

 

 

 

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